Como dólar em queda pressiona reservas, mas alivia inflação e juros

Quando o dólar cai, a sensação geral é de alívio: viagens ficam mais baratas, produtos importados pesam menos no bolso e a inflação tende a dar uma trégua. Nas contas públicas, no entanto, essa movimentação exige uma matemática mais complexa.

Trata-se de um jogo de soma e subtração: se, por um lado, há um impacto negativo no valor contábil das reservas internacionais; por outro, o alívio na inflação cria o ambiente ideal para a queda da taxa Selic.

Para compreender essa dinâmica, Marcos Piellusch, professor de finanças da FIA Business School, aponta duas vertentes principais de análise. A primeira é o impacto direto no balanço do Estado (ativos e passivos em dólar). A segunda é o impacto indireto na economia real, que transita pela inflação e deságua na taxa de juros.

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