Inoar apresenta estudo internacional sobre a segurança cutânea do ácido glioxílico em alisantes

Pesquisa inédita com participação de laboratório francês não detectou permeação cutânea mensurável do ativo e atende à chamada de dados da Comissão Europeia

A Inoar Cosméticos apresentou um estudo científico internacional que avaliou o perfil de absorção, irritação e sensibilização cutânea do ácido glioxílico, ingrediente utilizado em formulações de alisamento capilar. Os resultados foram apresentados durante o 38º Congresso Brasileiro de Cosmetologia (Congresso da ABC), na FCE Cosmetique, e no Congresso Brasileiro de Toxicologia (CBTOX 2026).

O estudo de distribuição cutânea demonstrou retenção predominantemente superficial da substância: 98,70% do produto permanece na superfície da pele e pode ser removido por lavagem, enquanto 1,30% foi detectado na pele. No líquido receptor, o ácido glioxílico ficou abaixo do limite de detecção do método, indicando ausência de permeação transdérmica mensurável nas condições experimentais do estudo. A pesquisa avaliou ainda os parâmetros de irritação e sensibilização cutânea segundo protocolos OECD.

Os testes seguiram uma estratégia de reformulação. A formulação inicial, com 18,9% de ácido glioxílico, levou a equipe de P&D a desenvolver uma versão com concentração reduzida a 10%, que foi reavaliada e classificada como não irritante e não sensibilizante segundo os métodos OECD aplicados.

Os resultados representam uma contribuição relevante para a indústria cosmética e ajudam a preencher uma lacuna na literatura científica sobre a substância. Os dados atendem à chamada para dados promovida pela Comissão Europeia entre abril de 2025 e abril de 2026, fornecendo subsídios ao Comitê Científico de Segurança do Consumidor (SCCS) para a avaliação regulatória do ácido glioxílico.

Idealizado por Alexandre Nascimento Manoel Aroza e Inocência Manoel, fundadores da Inoar Cosméticos e pioneiros no uso deste ativo, o projeto evidencia a contribuição da ciência brasileira para decisões regulatórias globais. A pesquisa contou com a participação da BIOTOSKIN França, laboratório internacional especializado em estudos de segurança e biologia cutânea, responsável pela condução de testes ex vivo e in vitro.

O estudo foi desenvolvido em parceria com a Dra. Michelle Sabrina da Silva, Diretora Executiva da MEDCINVITRO, instituição de referência em métodos alternativos e toxicologia aplicada, doutora em Farmacologia pela UNICAMP e bióloga pela UNESP. Também integrou a equipe Vanessa de Melo, farmacêutica especialista em Ciências Dermatocosméticas e Cosmetologia pela Vrije Universiteit e consultora em segurança e eficácia de produtos cosméticos.

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