Metalcredits e Amarjon realizam primeira compensação sustentável de metais preciosos do mundo no setor joalheiro

Amarjon já compensou 100% do ouro, paládio e cobre usados na produção de 2026, recuperados e reciclados de resíduos eletrônicos, com processo via blockchain

A Metalcredits, startup de certificação do uso sustentável de metais, e a Amarjon, marca brasileira de biojoias com atuação nacional e internacional, realizam a primeira iniciativa para compensação de metais no mundo, via blockchain, no setor joalheiro. A iniciativa já permitiu à Amarjon compensar todo o ouro, o paládio e o cobre utilizados na fabricação das peças até o momento neste ano. Toda a produção até o fim de 2026 também será compensada. 

A plataforma da Metalcredits utilizada no projeto conta com infraestrutura tecnológica da Bitshopp, startup brasileira especializada em blockchain e tokenização de ativos, e estrutura de logística reversa e reciclagem da Repense, empresa recicladora de resíduos pós-consumo e industriais, especialmente eletrônicos. No projeto de compensação sustentável, os metais recuperados foram extraídos de 378,45 quilos de sucata de celulares, o equivalente a aproximadamente 4.540 aparelhos e baterias descartados.

Com operação no Brasil e em Istambul, na Turquia, além de exportações para Estados Unidos, Argentina, Uruguai, Paraguai, Japão e Guiana Francesa, a Amarjon passa a incorporar a compensação de metais à sua estratégia de produção sustentável, reforçando a rastreabilidade dos insumos utilizados em suas biojoias e sua responsabilidade ambiental. Atualmente, a fábrica da marca tem capacidade produtiva de 42.000 peças/ano.

“Nós já tínhamos fornecedores certificados, mas buscávamos uma forma mais robusta de demonstrar o compromisso ambiental associado ao uso de metais em nossas biojoias”, afirma Raquel Neves, Diretora de Marketing da Amarjon. Segundo a executiva, a sustentabilidade sempre fez parte da essência da companhia, que enxerga a responsabilidade sobre os materiais utilizados na fabricação das biojoias como parte do valor simbólico de cada peça. “Isso exige transparência sobre cada etapa do processo. A Metalcredits nos trouxe uma forma técnica e rastreável de mostrar que existe um compromisso real por trás do produto”, diz.

“O Brasil está entre os maiores geradores de lixo eletrônico do mundo, e grande parte desses resíduos ainda é descartada de forma inadequada. Ao mesmo tempo, há uma demanda crescente por transparência e rastreabilidade sobre a origem e a procedência dos metais preciosos utilizados pela indústria”, afirma Renato Novis, Fundador e CEO da Metalcredits e da Repense. O executivo destaca que, nesse cenário, a parceria com a Amarjon valida um modelo capaz de transformar a reciclagem de metais em uma infraestrutura de compensação com potencial de aplicação em diferentes segmentos. “A proposta da Metalcredits é conectar empresas que utilizam metais em seus produtos a recicladores, cooperativas, coletores e operadores de logística reversa, criando um caminho para que o serviço ambiental prestado na ponta seja reconhecido, rastreado e melhor remunerado”, diz Novis.

Até o fim de 2027, a Metalcredits pretende compensar a extração de metais preciosos equivalente à reciclagem de 24 mil toneladas de resíduos eletrônicos e integrar 54 empresas recicladoras ao ecossistema. A companhia também estuda conectar recicladores de outros metais, como ferro, alumínio e titânio, ampliando o modelo para novas cadeias produtivas que buscam reduzir impactos e fortalecer uma produção mais circular.

Transformando resíduos eletrônicos em ativos rastreáveis

A jornada de compensação criada pela Metalcredits começa com coletores, cooperativas, recicladores e operadores de logística reversa, responsáveis por retirar equipamentos descartados da informalidade ou do risco de destinação inadequada e encaminhá-los para triagem, separação e documentação. É nesse ponto que a Repense estrutura a base operacional que permite organizar a origem, o percurso e a validação desses materiais.

Na sequência, os resíduos são encaminhados para tratamento e reciclagem, etapa em que metais presentes na sucata eletrônica, como ouro, prata, paládio e cobre, são recuperados e reinseridos na cadeia produtiva. A quantidade de metal obtida é medida, auditada e vinculada a documentos que comprovam todo o processo, incluindo certificados e relatórios técnicos. Cada lote é cadastrado na plataforma da Metalcredits, reunindo as informações de origem, percurso e validação do material, incluindo notas fiscais, localização do reciclador, lote tratado, quantidade de metal recuperada, indústria responsável pela transformação, auditorias e documentos associados ao processo. A partir disso, a solução converte a reciclagem em tokens de compensação de metais. 

Os tokens podem ser adquiridos por empresas interessadas em compensar o volume de metais utilizado em seus produtos, como a Amarjon, criando um incentivo adicional para a reciclagem e a recuperação de materiais valiosos. O valor obtido na negociação é transferido diretamente para a carteira digital do reciclador, já descontadas as taxas da plataforma. Assim, o modelo cria uma nova fonte de receita para recicladores e cooperativas, remunerando o serviço ambiental prestado pela recuperação e reinserção de metais na cadeia produtiva.

Quando os tokens são utilizados, a plataforma emite Certificados de Compensação de Metais (CCMs), registrados em blockchain e vinculados de forma exclusiva à empresa compensadora, impedindo a reutilização. Cada CCM consolida, em um único registro, mais de 40 dados, metadados e documentos que comprovam toda a jornada do resíduo até a compensação, permitindo rastreabilidade e segurança ao fluxo.

Para Marcos Mocatino, fundador e Chief Visionary Officer (CVO) da Bitshopp, o projeto mostra como a tecnologia pode ser aplicada à resolução de problemas ambientais concretos, garantindo que a jornada física do resíduo até a recuperação dos metais não se perca na transição para o ambiente digital. “Blockchain permite que os dados fiquem conectados em uma mesma infraestrutura, com registros imutáveis, auditáveis e intransferíveis. Isso cria uma camada extra de confiança entre todos os agentes desse ecossistema”, afirma.

Dessa forma, o processo da Metalcredits contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ligados à água potável e saneamento (6), indústria, inovação e infraestrutura (9), cidades e comunidades sustentáveis (11), consumo e produção responsáveis (12), ação contra mudança climática (13) e proteção da vida na água e na terra (14 e 15). A solução reduz passivos ambientais, mitiga impactos socioambientais negativos, estimula a cadeia de reciclagem e ajuda a preservar recursos naturais. Para mais informações, acesse: www.metalcredits.com

Sobre a Metalcredits

A Metalcredits é uma deeptech brasileira que desenvolveu a primeira plataforma global de compensação sustentável pela extração e uso de metais. Criada a partir da parceria entre Repense e Bitshopp, a solução combina expertise em logística reversa e reciclagem de resíduos com tecnologia blockchain e tokenização de ativos. A plataforma conecta recicladores, cooperativas e operadores de logística reversa a empresas e indústrias que utilizam metais em seus produtos e operações, transformando a reciclagem em tokens de compensação e Certificados de Compensação de Metais (CCMs) registrados em blockchain. Com foco em rastreabilidade, transparência e economia circular, a Metalcredits busca fortalecer a cadeia de reciclagem, gerar novas fontes de receita para agentes recicladores e reduzir passivos socioambientais associados à mineração, ao uso de matérias-primas finitas e ao descarte incorreto de resíduos. Em 2025, a empresa foi reconhecida como Líder Mundial de Soluções de Impacto da UNFCCC Global Innovation Hub, durante a COP30, em Belém (PA), onde apresentou sua solução a convite da ONU. Para mais informações, acesse: www.metalcredits.com.

Sobre a Amarjon

A Amarjon nasceu com o desafio de transformar a natureza em biojoias. Em busca de um produto inovador e de novas formas de produção sustentável, criaram a técnica de banhar matérias orgânicas a ouro. Folhas e sementes naturais passaram a ser inspiração e principal matéria-prima para a confecção de belíssimas biojoias, com fino acabamento e design diferenciado. Com a missão de valorizar o consumo sustentável através da transformação da flora brasileira em acessórios e propagar um conceito inovador em moda, a Amarjon é a maior referência na fabricação de biojoias banhadas a ouro do Brasil. Para mais informações, acesse: www.amarjon.com.br

Sobre a Bitshopp

A Bitshopp é uma startup brasileira de tecnologia que busca desburocratizar e simplificar processos por meio da tokenização de ativos e registro de dados em blockchain. Com uma plataforma agnóstica, a Bitshopp atende a diversos setores, ajudando empresas a criar negócios inovadores e ecossistemas de tokens para otimizar operações e aumentar sua confiabilidade. Para mais informações, acesse: www.bitshopp.com.

Sobre a Repense

A Repense é uma empresa brasileira de reuso, reciclagem e logística reversa de resíduos pós-consumo e industriais, com atuação especialmente voltada a eletrônicos. Há 20 anos, desenvolve soluções para destinação correta de materiais, evitando o descarte inadequado e seus impactos socioambientais. A empresa atua desde a coleta e transporte até documentação, certificação e rastreamento para garantir conformidade. Ao recuperar materiais e metais para reutilização como matéria-prima em diferentes segmentos, a Repense contribui para a economia circular, o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento da logística reversa no país. Para mais informações, acesse: repensevoce.com.

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